2014/01/04

2014.01.04 Humeante café de la tarde


3708 O ultimo ato de meu destino

Atrás
Dos bastidores
Vendado
Por o biombo de nuvens
Trás telas
De brumas e névoas
Uma cortina de suspiros
Alça-se em mim,
Entre o peito e a consciência
E embora saiba que o seu pé
Tem-se dirigido infortunado
Ao lado contrário
Do meu sino
Não tenho deixado o carinho
Que expressei você na tarde aquela
De inverno,
À beira mar
Ou quando caminhando
Omnipotente
Com voz autoritária
Você me chamou
Com o som do trovão
E chispas da aurora.

Eu sou giroscópio que se perde
Na sua própria música
Antecelestial
Sem pensar no que seu beijo
Como o orvalho
De manha
Não voltará jamais
A ser espalhado
Na esteva da minha pele.

E o que eu desejo é
Lançar-me a você
Como se fosse a cumprir
O ultimo ato de meu destino.

3707 El último acto de mi destino

Detrás
De las bambalinas
Oculto
En el biombo de nubes
Tras mampara
De brumas y neblinas
Una cortina de suspiros
Se me levanta,
Entre el pecho y la conciencia
Y ni aún a sabiendas que tu pie
Se ha dirigido infortunado
Hacia el lado opuesto
De mi sino
No he desistido del cariño
Que te manifesté aquella tarde
De invierno,
Frente al mar
O cuando caminando
Omnipotente
Me llamaste
Con voz autoritaria
Con el sonido del trueno
Y las chispas de la aurora.

Soy giroscopio que se pierde
En su propia música
Anticeleste
Sin pensar en que tu beso
Como el rocío
Mañanero
Jamás volverá
A ser esparcido
En la estepa de mi piel.

Y lo que quiero es
Lanzarme a ti
Como si fuese a cumplir
El último acto de mi destino.