Como um deus
Assírio
Ou um leão
Da antiga Babilônia
Eu vivo em um mar de línguas
Que todas as auroras
Me possuem.
Semelhante às chamas
Da geena
Eu queimo-me todas as manhãs
Enquanto o carro sideral
Percorre
Meus ocos internos.
Mas quando o dia declina
Como se fosse opressivo
Sufixo latino
Meu desassossego
Conquista as últimas
Províncias
Da minha psique.
As línguas que me possuem
São brocos
Similares
Ao doce algodão
Das feiras.
Hoje, por exemplo
Já nesta jovem hora
Eu quero saltar de costas
E nunca mais voltar
Para o abismo
Das minhas palavras.
Amar es traducir —traicionar—. Nostálgicos para siempre del paraíso antes de Babel. - Cristina Peri Rossi
20180101
2018.01.01 3784 Las lenguas que me poseen
Como un dios asirio
O un león de la antigua babilonia
Yo vivo en un mar de lenguas
Que cada madrugada me poseen.
Similares a las llamas del gehena
Ardo cada mañana
A medida que el carro sideral
Recorre mis bóvedas internas.
Pero cuando el día declina
Como si fuesen agobiantes
Sufijos del latín
Mi desesperación llega
A conquistar las últimas provincias
De mi psique.
Las lenguas que me poseen
Son taladros cosquilleantes
Similares
Al algodón dulce de las ferias.
Hoy por ejemplo
Ya a estas horas
Quiero saltar hacia atrás
Y no volver nunca más
Al acantilado
De mis palabras.
20170718
20170716
20170713
20170712
20170709
20170707
20170627
Suscribirse a:
Entradas (Atom)












